Entrevista en Galicia Confidencial.

“É un mito absurdo que o bipartido faga política de esquerdas”

Comencemos cunha cuestión máis práctica que ideolóxica. Para moitos santiagueses a maior eiva da cidade son os problemas de tráfico e aparcamento. Que solución aplicaría a vosa candidatura a estes problemas?

Os problemas de tránsito e estacionamento som consequência dum modelo de ordenaçom territorial e mobilidade urbana que prioriza o transporte individual. A superaçom da situaçom passa por criar proximidade urbana, reduzir os deslocamentos e aumentar a cobertura e frequência dos transportes colectivos. Por outra banda hai que reduzir e até eliminar, nalgumhas zonas, coma a rua de Sam Pedro, o tránsito de carros, favorecendo o estacionamento fora da cidade.

Nos vosos principios denunciades que “A Compostela actual é unha cidade gobernada desde a sombra por imobiliarias, construtoras e intereses especulativos que axen contra os intereses da veciñanza.”. Poderíades por algún exemplo concreto desta suposta falta de democracia?

Podemos: a luz verde do Concelho ao novo Carrefour contra os interesses do pequeno comércio local, a construçom irracional de vivenda no Castinheirinho, em Conjo ou na Choupana, quando na cidade existem milhares de casas vazias, a ampliaçom do Polígono Industrial destroçando hábitats naturais, o AVE, que é um meio de transporte para elites, a construçom da Cidade da Cultura liquidando os orçamentos para cultura… Os exemplos de superposiçom de poderosos e minoritários interesses sobre as necessidades da vizinhança som numerosos…

Que solución propoñedes para o problema da vivenda en Santiago, onde malia a recesión os precios dos alugueiros seguen a ser moi altos?

A soluçom nom é só local porque o sistema normativo que opera na compra venda de vivenda e alugueiros escapa ao controlo municipal. A maneira de combater os preços seria gerando oferta pública de alugueiros a preços baixos que rebentassem os actuais e assumir o conflito com imobiliárias e proprietários. Para isto fai falta umha vontade política hoje inexistente. Por outra parte, fomentar o cooperativismo de vivenda baseado na cesom de uso em vez da propriedade, intervir o mercado privado, fazer o recenseamento de vivendas vazias e pessoas sem vivenda como primeiro passo dum plano social de vivenda, recargar o IBI a proprietários/as de vivendas vazias, etc.

Tamén vos pronunciades en contra da Cidade da Cultura. Malia o evidente atraso e sobrecusto, non é mellor acabala agora que xa está completada en parte?

Nom fai sentido manter um investimento socialmente desnecessário quando temos problemáticas de desemprego, pobreza, vivenda, etc. que devem ser prioridades do investimento público. Contodo, na correlaçom de forças actual, a continuidade das obras está assegurada apesar de os seus construtores desconhecerem a utilidade final da instalaçom. A segunda parte do culebrom está por vir: o ataque às Branhas de Sar para urbanizar o treito entre a Cidade da Cultura e Compostela.

“Non van conseguir ningún concelleiro e asemade poden quitarlle uns miles de votos ao BNG que así pode perder un concelleiro e facer chegar a alcaldía ao PP”. Este pensamento pode pasar pola cabeza de moitos nacionalistas de Santiago ante o lanzamento da vosa lista. De feito, nos vosos principios xa tratades de responder a esta cuestión. Por que é necesaria unha candidatura social e de esquerdas como a vosa?

A Candidatura do Povo representa um espaço sócio-político diferenciado: o do soberanismo e já é hora de refletir isto também a nível institucional porque precisamos utilizar todas as alavancas possíveis e o campo institucional é mais um campo de acçom. O BNG tem o seu próprio espaço político. Os seus resultados dependerám da confiança que gere na cidadania em geral e nas bases nacionalistas da cidade em particular. Nós somos umha alternativa com discurso e percorrido próprio. Por outra parte, afirmar que o bipartido fai política de esquerdas ou de compromisso com os interesses populares indica desinformaçom a respeito de que se passou nesta cidade nos últimos anos.

En todo caso, menos malo un bipartito que un monogoberno do PPdeG?

O importante som os conteúdos, os pontos programáticos e nom as etiquetas. Como soberanistas, rechaçamos alianças estratégicas com os grupos municipais existentes. Nós plantejamos conteúdos concretos. Falaremos com quem quiger apoiá-los e desenvolve-los. Se de nós dependesse decantar o governo municipal numha ou outra direcçom, fariamos a escolha em base a princípios programáticos concretos e nom em base ao mito absurdo de que PSOE e BNG fam política municipal de esquerdas.

No último lustro electoralmente o soberanismo galego estivo representado sobre todo por FPG e NOS UP. Que relación mantén Candidatura do Povo con estas dúas forzas? Participan militantes destes partidos nas súas formas?

A Candidatura do Povo é a única opçom que defende posiçons soberanistas e de esquerda nas municipais de 22-M em Compostela. Nela participamos vizinhas/os que, por cima de procedências políticas e ideológicas, partilhamos princípios. Nós dizemos a todos os independentistas e os nacionalistas honestos e honestas que, com independência de filiaçons, apoiem a lista. De resto, exprimimos total respeito para as organizaçons citadas e para todos os movimentos sociais, associativistas e sindicais de carácter ruturista que trabalham na nossa cidade.

Que opinión vos merece a iniciativa Causa Galiza?

Tem o nosso pleno reconhecimento. É o ponto de encontro necessário, positivo e consolidado entre forças soberanistas e independentistas que possibilita a unidade de acçom em defesa de algo essencial como a autodeterminaçom e a soberania política da Galiza. Este critério da unidade de acçom assumimo-lo 100% e queremos aplicá-lo a nível municipal.

A nivel económico criticades a evidente aposta da administración por potenciar ao máximo o turismo en Compostela. A vosa alternativa pasa pola “diversificación”. Pero que sectores credes en Compostela capacitados para substituír ao “monocultivo” do turismo?

A turistificaçom nom é alternativa. Gera um emprego definido pola estacionalidade, a precariedade e os baixos salários e apenas encheu os petos de cadeias hostaleiras e agências de turismo. Entendemos necessário diversificar a economia local e isto pode-se lograr com políticas públicas de apoio ao pequeno comércio, ao sector agrário, florestal e gadeiro, que nas paróquias ainda é potente, gravando ao sector da construçom e imobiliário e condicionando desde o concelho o tipo de empresas que se instalam no termo municipal.

Insistides moito en que “vimos para ficar”, é dicir, que a Candidatura quere permanecer máis alá das eleccións locais…

Concebemos a participaçom nas eleiçons como ponto de partida mais que de chegada. O nosso objectivo é conseguir representaçom no Concelho e iniciar um trabalho municipalista de base que se defina pola defesa dos interesses populares e a inter-relaçom com os movimentos sociais da cidade e nuclee os sectores críticos numha estratégia comum. Queremos fazer umha espécie de “frente popular” local com todos e todas as que nom aceitam o actual modelo de cidade.

Hai algún outro tema non tratado até agora que vos gustaría destacar?

Chamamos as compostelanas e compostelanos a encher as urnas de votos para a Candidatura do Povo no 22-M. Votos soberanistas e independentistas. Votos de esquerda combativa e compromisso com os movimentos populares. Votos para que a voz da rua tenha expressom na corporaçom e votos de continuidade.

http://galiciaconfidencial.com/nova/7614.html?pag_com=1#respuesta1098219

Deixar unha resposta

introduce os teu datos ou preme nunha das iconas:

Logotipo de WordPress.com

Estás a comentar desde a túa conta de WordPress.com. Sair / Cambiar )

Twitter picture

Estás a comentar desde a túa conta de Twitter. Sair / Cambiar )

Facebook photo

Estás a comentar desde a túa conta de Facebook. Sair / Cambiar )

Google+ photo

Estás a comentar desde a túa conta de Google+. Sair / Cambiar )

Conectando a %s