Que volten para a casa! denunciou a dispersión dos presos independentistas e a extorsión económica das familias

A plataforma de familiares e amig@s de presos independentistas galegos denunciou este sábado pasado na Libraría Couceiro o desterro ilegal ao que se ven sometidos os seus seres queridos. Foi nunha rolda de imprensa. Que volten para a casa! anunciou unha campaña para “visibilizar a ilegal situación penitenciaria” en que se encontran os represaliados. Os veciños de Compostela Santiago Vigo e José Manuel Sanches fan parte deste colectivo de persoas dispersadas lonxe de Galiza.

A iniciativa de denuncia a por en marcha conta co apoio dun amplo abano de organizacións sociais e políticas como Adiante, Agrupaçom de Montanha Águas Limpas, AMI, Ateneu Proletario Galego, Causa Galiza, Ceivar, Escola Popular Galega, Esculca, FPG, OLN, PCPG e Siareir@s Galeg@s. Membros destas organizacións e colectivos arrouparon coa súa presenza a rolda de imprensa da asociación d@s familiares e amig@s dos catro independentistas presos. A sindicalista Laura Bugalho deu leitura ao manifesto conxunto que reproducimos abaixo.

Dispersión dos presos,
extorsión das familias

O desterro a centos de kilómetros dos seus domicilios dos presos independentistas é, alén dunha ilegalidade, un mecanismo de extorsión económica contra as familias como explicitaron @s participantes na conferencia de imprensa. A plataforma cuantificou esta extorsión desde 2005 en 65.000 euros, é dicir, o custo de pagar unha media de 38 visitas ao ano, cun promedio de 840 km. de ida e volta. Do cálculo relativo aos presos e presas encarcerados desde 2005 resulta que cada ano se percorren 32.000 km. e pagáronse 8.400€ para visitar Santiago Vigo, José Manuel Sanches, Telmo Varela, Miguel Nicolás, Ugio Caamanho, Giana Rodrigues, Hadriám Ponte, Xurxo Olveira e Óscar Sanches.

IV Festa pola Liberdade

Que volten para a casa! presentou tamén a IV Festa pola Liberdade dos Presos Independentistas Galegos. Nesta edición celebrará-se na sala viguesa O Torreiro da Festa o 3 de decembro a partir das 21:30 h. A finalidade desta celebración anual é denunciar a dispersión e recadar fundos para financiar os desprazamentos aos cárceres de familiares e amigos dos presos independentistas. Actuarán Mini e Mero, Marxe Esquerda e Selectah in Helikopta.

Esiximos a repatriación
de Sánti VIgo e J. M. Sanches

Desde a Candidatura do Povo queremos expresar publicamente a nosa solidariedade coas reivindicacións d@s familiares e amig@s dos presos independentistas, esixir o respecto de todos os dereitos humanos e políticos que corresponden aos presos e demandar, tamén, a inmediata repatriación dos nosos veciños Sánti Vigo Domingues e José Manuel Sanches Gorgas e a solidariedade cos seus familiares e amig@s. Reproducimos a continuación na súa normativa galega orixinal o texto lido por Laura Bugalho:

 

Não há luta sem sonho nem sonho sem luta!!

Esta frase de uma Companheira activista do Uruguai, Esther Moreno, põe bem às claras que na situação actual onde os direitos fundamentais são deitados ao lixo, onde as conquistas em matéria laboral são asobardadas por mandatos liberais, do capitalismo selvaxe, do fascismo que acampa novamente nas administrações, é preciso que cada uma e cada um de nós activemos os nossos sonhos, saiamos da mensagem adormideira e reajamos a favor da defesa da nossa terra.

Neste tempo oculta-se que o Estado espanhol foi denunciado e condeado múltiplas vezes pelo uso reiterado da tortura, do isolamento, do afastamento das represas e presos políticos dos lugares de residência delas e deles, das suas famílias.

Esta vulneración vêem aparellada a outras muitas, como a do asilo, como a liberdade de expressão, a presunção de inocência e a de não indagar as torturas.

A solidariedade deve ser compreendida dentro do processo de concienciação social, de socialización da necessidade e direito da própria Soberania Nacional. As Companheiras e Companheiros que dentro deste processo foram processadas/dos e presas/os. Estes Compaanheiros Independentistas sofrem hoje o pesadelo das torturas, da barbarie nos Centros penitenciários, e a sua realidade oculta-se premeditadamente, os direitos universais estão ausentes na suas cotianidades.

Mas a política de isolamento leva aparellada a do afastamento provocando asi um incremento dos gastos das famílias e Companheiras e Companheiros que acodem às visitas, incrementam os riscos de acidentes e sofrem também em carne própria o insulto e a vexación do funcionariado das prisões e das esquadras policiais.

A data de hoje, finais do 2011, os presos políticos independentistas galegos: os Companheiros S. Vigo, J.M. Sánchez, T. Varela e M. Nicolás estão sequestrados pelas ordas espanholas em Villabona,Topas, León e Dueñas.

A distância promedia que cada familiar tem que fazer em cada visita calculando uns 840 quiolómetros (ida e volta), mas se acrescentamos que em geral as famílias acostumam a visitá-los 38 fins-de-semana o percurso total é de 32 mil quilómetros. O cálculo destas viagens é de 8.400 euros ao ano aos quatro Companheiros presos, significativamente sequestrados pelo Estado espanhol.

Queremos também salientar outras medidas não tão visíveis como são os reximes de vida restrictivos (1º grau, isolamento), o uso dos ficheiros especiais /FIES 3-BA) ou ficheiro de especial seguimento, grau 3- Banda armada), intervenções das comunicações, limitação especial no número de telefonemas telefónicas e a quantidade de dinheiro para poder enviar.

A dispersão é umha práctica ilegal, tanto na legislação espanhola como na internacional. O Estado espanhol desoe todo o seu próprio marco jurídico/legislativo.

A dispersão vai destinada também a vengarse das famílias e amizades dos presos políticos, a torturá-las por serem família e Companheiras/ros.

Segundo estudos de Que Volten à Casa, se apanháramos os dados económicos desde 2005 e fonse quantificados a quantidade por estas visitas séria mais de 65 mil euros. Lembrar aqui a toda a sociedade galega que desde essa data a hoje, os Companheiros e Companheiras Independentistas sequestrados/das nas Prisões espanholas foram: U. Caamanho, G. Rodrigues, H. Ponte, J.M. Sánchez, S. Vigo, O. Sánchez, X. Olveira, T. Varela e M. Nicolás.

Que Voltem à Casa extende a sua mensagem, e põe de manifesto que a política represora é uma tanatopolítica toda a vez que se manifesta na perda dos direitos fundamentais, no não cumprimento alevoso do marco jurídico e legal e provoca a tortura da cidadania galega compromentida com esse outro mundo que sempre falamos que é possível, esse outro mundo que na Galiza se manifesta de modo unívoco na consecução da Soberania Nacional.

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